Eu li no blog "Gata de Galocha" um texto e achei interessante repostar. No texto de autoria de Marcella Brafman, ela deixa bem claro que todos nós somos stalkers. O que é stalker? Para quem não sabe, trata-se de uma palavra da lingua inglesa cuja tradução é perseguidor. Prefiro traduzir como "fuçador" dos mundos virtuais. 
   Ela já começa dizendo que somos todos stalkers e eu levanto a "lebre": será?? Eu não sou stalker. Depois que eu comecei a ouvir e ver uns comportamentos bem excessivos de algumas mulheres (nunca vi e nem peguei homem stalkeando alguém), chego a conclusão de que não sou stalker. Explica-se: tenho uma amiga que fica fuçando todas as redes sociais do carinha de quem ela estava afim. Fuça o perfil do cara no face, no linkedin, dos irmãos dele, da possível ficante dele...aaaaaaaaa, credo. Deus me livre desse tipo de personalidade. Eu já desabilitei o "última vez visto" do whatsapp porque não curto cobranças. "Ah, você viu minha mensagem às 15 horas e não me respondeu". Poxa, que coisa mais chata! Agora, eu devo prestar contas das mensagens que li e não pude responder naquele momento? Ecaaa, eu não sou assim. Não persigo amigos, nem ex, nem meu namorado.
   
   Esses dias, em uma conversa de boteco (daquelas saídas só entre mulheres) vi o quanto relax eu sou. A menina reclamava que ficava olhando para quantas vezes o namorado "entrou" no whatsapp e não mandou mensagem para ela. ECATTT!!! Se isso é ser stalker, eu não sou stalker. Eu não fuço perfil de ex. Para ser sincera, eu tenho um "dom" muito bacana: me encanto absurdamente rápido e proporcionamente igual é que também me desencanto. Então, se eu me desencantei...ADEUS. Eu não fico fuçando seu perfil...eu dou um "who cares" e esqueço...mas vamos ao texto:




  "Sabe aquela pessoa que tem Facebook, Instagram e afins e diz que não sabe de nada que está acontecendo e odeia se intrometer na vida dos outros? Aquela que conta orgulhosa que não entra no perfil de ninguém, não sente ciúmes do(a) paquera porque prefere não ver na-di-nha. Sabe essa pessoa? Ela não existe. Todo mundo “stalkeia”, fuxica e fuça. Muito ou pouco, não importa. Todo mundo.
   Existe um limite para tudo, ninguém aqui, além de detetives profissionais, para a vida só para fuçar, mas que atire a primeira pedra quem nunca se atrasou para entrar no banho porque não conseguiu parar de ver as fotos do Instagram de uma pessoa que não conhece. Que atire outra pedra aquela stalker amadora que nunca deu um print e enviou para o grupo do Whatsapp só para ter com quem comentar. Relaxa, gente. Vem cá dá um abraço.

   Outro dia me vi completamente perdida na minha “stalkeada” que eu chamo de “stalkeada aleatória”. Não tinha nada para fazer e entrei no Instagram. Comecei em uma blogueira que adoro, dela fui para a sua amiga que usava um vestido lindo em Angra dos Reis e terminei em uma loja de cupcakes, que essa última contratou para a festa de dois anos do seu filhinho fofo, que eu já me sentia íntima, porque tinha assistido todos os vídeos do bebê desde que ele tinha dez meses de vida. Eu imagino que já tenha acontecido algo parecido com vocês também. De repente, o Instagram vira um buraco negro, e você nem lembra em qual perfil começou.
   Dentre todas as funções bobas que tem o Facebook, acho que a melhor delas é encontrar a pessoa que você conheceu na balada ontem. As vezes são tantos amigos em comum, que o sobrenome é desnecessário. É só colocar “Pedro” e provavelmente ele vai aparecer nos primeiros vinte listados. Aí, antes de esperar o Pedro te adicionar, você já sabe onde ele trabalhou, que curte Pink Floyd e é aquariano. O interesse até aumenta – ou diminui.

   Fuçadas podem render amizades incríveis. Capas de Facebook “roubadas” maravilhosas, boards do Pinterest super criativos, dicas musicais lindas. Uma “stalkeada” bem dada promove encontros e desencontros em eventos, tutoriais para nunca mais borrar o delineador, uma vontade inexplicável de comprar uma passagem e ir para a China ou saber fazer a posição de saudação ao sol. Não veja mais pelo lado freak, veja pelo lado bom.
   O importante é não passar dos limites e sair interpretando o que quer. É bom lembrar que as pessoas mudam com os anos. Não é porque a moça deu um parabéns amoroso para o seu namorado em 2012, que ela continua fazendo parte da vida dele. Ou vai me dizer que você nunca fuçou ninguém até 2012?
   Não se sinta culpada. Nós estamos todas juntas. E não somos loucas – apenas curiosas".

   Será?
Beijos de salto, Rafa.



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